ARTIGOS

6/1/2018

Eficacia do Tratamento NeuroEvolutivo com Bebês

Aplicação do Protocolo STA (Sequence Trunk Activation) elaborado pela instrutora Sherry Arndt (NDTA)

Appendix 2: NDT-based Infant Sequenced Trunk Activation Treatment Protocol Within the NDT Problem-Solving Assessment and Intervention Planning (Protocolo STA)

Sherry Arndt, PT/L, C/NDT

O protocolo STA de tratamento será ensinado a terapeutas de pediatria com certificado do curso básico, no curso avançado de 3 semanas na especialidade do tratamento de bebês. As sessões de estudo de intervenção irão ocorrer durante o tratamento nas práticas, na segunda e terceira semana do curso. O corpo docente do curso supervisionará os terapeutas participantes do curso, durante as 10 sessões de tratamento nas práticas de 1 hora. O currículo do curso consistirá de atividades didáticas, práticas, experimentais e sessões de problema-solução, totalizando 103 .75 horas/contato.
Cada plano de intervenção individualizado será desenvolvido para alcançar os objetivos funcionais, colaborativamente estabelecido pelos pais, terapeutas participantes do curso e o corpo docente do curso a partir das necessidades do bebê e seus pais. Os objetivos funcionais irão focalizar habilidades transitivas de mobilidade (ex, rolar, prono p/ sentado, sentado p/ postura de gatas e voltar a sentar e de gatas para em pé) numa variedade de posições, bem como habilidades de interação com o meio-ambiente e cuidador. Os objetivos funcionais serão analisados para identificar os seguintes componentes essenciais de postura e movimento :
• Orientação da cabeça na vertical
• Olhos na horizontal
• Base de apoio apropriada para manter atividade funcional
• Alinhamento do tronco em alinhamento sobre base de apoio apropriada
• Pelvis em neutro
• Atividade da musculatura do tronco equilibrada com a mudança de peso
• Alongamento do tronco no lado da tomada de peso
• Orientação apropriada da cabeça e partes do corpo sobre a base de apoio para proporcionar o maior contato e input proprioceptivo sensorial..

Serão enfocados os componentes essenciais de postura e movimento que estiverem atrasados, faltando, ou forem atípicos para alcançar os objetivos funcionais identificados. O controle dinâmico pelo bebê nas posturas e componentes de movimento visados serão então facilitados, repetidos e incluídos em um contexto significativo nas atividades de brincar. Os participantes-terapeutas irão seguir seguinte sequência fluída de intervenção quando, tratando o bebê durante uma atividade identificada nos objetivos funcionais, reconhecerem componentes de posturas ou movimentos atípicos, faltando ou atrasados.

1. Revisão dos Sistemas: Revisar os efeitos positivos e negativos dos sistemas relevantes às atividades funcionais selecionadas especìfcamente e adapte o plano de intervenção para intervir ou ajustar a deficiência do sistema. Os sistemas a serem considerados são: auditivo, visual, respiratório, cardiovascular, gastro-intestinal, integumentário, nervoso (controle do estado, nível de alerta), sensorial músculo esquelético, and neuro-muscular.
2. Relacionar: Ganhar confiança. Esperar que o bebê participe ativamente em interações recíprocas antes de ser tocado. O bebê pode participar ativamente fazendo contato visual ou tocando o terapeuta.
3. Preparar: Considerar amplitude de movimento, nível de alerta e tonus postural necessários para o bebê ativar a postura desejada e os componentes de movimento.
4. Alinhamento: Fazer os ajustes físicos e do meio ambiente para o alinhamento das articulações do corpo e da massa corporal sobre a base de apoio para a postura e os componentes do movimento desejados.
5. Ativar: Com clara intenção, ilicitar a co-ativação dinâmica da musculatura dos flexores e extensores da cabeça e tronco e facilitar as mudanças de peso na base de apoio. As mudanças de peso para a ativação dinâmica do tronco são facilitadas em específicas sequências de planos do tronco, sendo primeiro o sagital, segundo o frontal e o transverso por último.
6. Repetição: Prover oportunidades múltiplas, durante a sessão de intervenção, para a repetição das posturas e componentes de movimento dos objetivos funcionais selecionados dentro do contexto apropriado do brincar das atividades da vida diária. A assistência física deve ser graduada para que o bebê possa adquirir habilidades motoras independentemente.
7. Repetição em casa: Integrar as posturas e componentes de movimento selecionados para função em casa. Usar as atividades da vida diária, como, carregar, levantar e colocar, e trocar fraldas para dar oportunidades multiplas para fortalecer, integrar e generalizar as posturas e componentes de movimento dentro das atividades funcionais do ambiente de casa.

O protocolo de intervenção STA será aplicado especìficamente na porção “ativa” de cada sequência da atividade. A intervenção do protocolo Sequenced Trunk Activation (STA) está focalizada na co-ativação dos flexores e extensores do tronco dinamicamente facilitados e sequências de movimentos do tronco específicas durante as transições de atividades e consistem em: (1) facilitação dinâmica para co-ativação dos flexores e extensores do tronco no plano sagital, adequada para as atividades funcionais específicas; (2) enquanto mantendo a co-ativação dinâmica apropriada dos flexores e extensores do tronco, facilitar as transferências de peso ativa no plano frontal para produzir o “alongamento do lado da tomada de peso” ; (3) enquanto mantendo a co-ativação dinâmica dos flexores e extensores do tronco e alongamento ativo do lado da tomada de peso, a facilitação da rotação funcional ativa, isto é, o plano transverso. A rotação funcional do tronco é parte integral para desenvolvimento dos comportamentos de equilíbrio para a variabilidade de respostas motoras e níveis mais altos de equilíbrio. A rotação funcional do tronco é facilitada apropriadamente para a idade do bebê e da habilidade funcional específica dentro de cada atividade.
Cada etapa do protocolo STA cria a base necessária para a próxima etapa da sequência. A intervenção que incorpora o protocolo STA produz a co-ativação dinâmica em sequências de movimentos do tronco adequadas para as exigencias das atividades de transição. Na sessão conduzida pelo bebê, a aplicação do protocolo pode parecer diferente para cada bebê e diferente também em cada sessão, a depender da atividade funcional do interesse de cada bebê.

Referencias
1. Howle J. Neuro-Developmental Treatment Approach: Theoretical Foundations and Principles of Clinical Practice. Laguna Beach, CA: North American Neuro-Developmental Treatment Association; 2002.
2. Shumway-Cook A, Woollacott M. Motor Control. Theory and practical applications. 2nd ed. Philadelphia: J.B. Lippincott; 2001.




Este bebê de 11.5-meses com uma hemiparesia esquerda demonstra falta de equilíbrio entre os flexores e extensores do tronco (co-ativação dinâmica do tronco) durante o movimento de transição do movimento de quatro para sentado no plano sagital. Este desiquilíbrio é indicado pela posição para frente do tronco (flexão toraxica e lombar do tronco excessiva) e abdominais relaxados com o abdomem caído sobre a perna.



Este bebê de 8-meses desenvolvendo-se tipicamente demonstra equilíbrio característico da musculatura flexora e extensora do tronco(co-ativação dinâmica do tronco) durante o movimento de transição da posição de quatro para sentado. A postura de equilíbrio é indicada por: (a) posição vertical da cabeça com os olhos na horizontal; (b) coluna ereta, tronco levantado; e (c) pelvis em neutro e em alinhamento em relação à coluna lombar (ísquios estão apoiados na superfície).






Tradução Oacy Veronesi OTR/L, C/NDT